Educação e diploma não são mercadorias
Palavras-chave: mercado do diploma. É só inserir essas poucas palavras em um buscador na internet, que uma enxurrada de sites, prometendo transformá-lo em um profissional certificado do dia para a noite, enche o monitor.
São promessas de diversas espécies feitas por golpistas que se aproveitam daqueles que acreditam que ter um diploma é imprescindível para ser bem-sucedido e melhorar de vida. Ter um diploma é importante, mas ainda mais relevante é a bagagem e experiência adquirida durante o curso, que o deixam apto a exercer a profissão escolhida com excelência, dignidade e ética.
Ao entrar na internet, até em sites de compra coletiva, é possível encontrar ofertas de diplomas para qualquer nível de escolaridade, que não passam de papel impresso, que enganam o consumidor. No entanto, o comprador também é enganado, uma vez que supõe estar investindo em algo que mudará sua vida para melhor. Mas este não é o caso.
O fato é que quem vende e quem compra tais documentos está infringindo a lei. Falsificar documentos é crime, com pena prevista de até seis anos de prisão. E o comprador também pode ser processado, pelo Estado ou por seus clientes.
Como o MEC – Ministério da Educação e Cultura não tem controle sobre a emissão de diplomas, visto que suas atribuições giram, primordialmente, em torno da “regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema de ensino”, fica ainda mais fácil aos golpistas de plantão emitir diplomas falsos.
Atualmente, o combate a esse crime cabe às autoridades competentes, ou seja, a polícia. Todavia, cada cidadão brasileiro precisa ter consciência do enorme perigo que essa prática ilegal é para a sociedade como um todo e tomar para si a responsabilidade de fiscalizar e denunciar, caso tenha informações sobre a compra e venda de diplomas falsos.
Quando a população se conscientizar sobre as reais consequências que a utilização destes documentos ilegais pode gerar, será ainda mais efetivo o combate a essa ameaçadora comercialização.
Não podemos permitir que a educação se transforme em mercadoria.