O diploma falso e o país da Lei de Gérson
Na cultura brasileira, a expressão “Lei de Gérson” é utilizada para referir-se a pessoas que desrespeitam regras para receber vantagens pessoais. Ela surgiu em 1976 em uma propaganda da marca de cigarros Vila Rica interpretada pelo jogador Gérson, da Seleção Brasileira. No vídeo, ele dizia: “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também”.
Assim como o discurso da marca Vila Rica, algumas empresas oferecem a venda de diplomas em troca das “vantagens” de se ter excelência na educação com um documento reconhecido pelo MEC, publicado no Diário Oficial da União e assinado pelo responsável da instituição. E prometem mais: o interessado receberá pelo valor que pagar um pacote completo, com histórico escolar, declaração e certificado de conclusão de curso. Tudo isso de forma séria…
Riscos
Cuidado! A compra de diplomas é uma prática ilegal e consiste em fraude. Tanto vendedores quanto compradores de diplomas falsos respondem a processo criminal. Muitos são os casos de pessoas que foram detidas pela Polícia Federal quando tentavam emitir registros profissionais nos respectivos órgãos de classe, que perderam vagas em universidades e até seus empregos – no caso de cargos públicos – por apresentarem diplomas falsos.
Além disso, é uma atividade que tem alto registro de golpes. Muitas pessoas afirmam ter esquemas para a produção dos diplomas, exigem receber algum valor adiantado – no mínimo 50% – e desaparecem após receberem o pagamento. Em muitos casos, levam consigo documentos que as vítimas eventualmente apresentaram, como históricos escolares, declarações e diplomas de amigos e familiares que seriam utilizados como exemplo para a confecção do “kit formação acadêmica”.
Portanto, pense bem antes de comprar o seu. Você paga pouco em vista dos anos que precisaria passar estudando, mas o barato sai caro, muito caro.